quarta-feira, 26 de janeiro de 2011





Lembranças.

Conta-gôtas no telhado de zinco...
lá fora tá escuro, caiu um raio bem próximo...!!!
sussurros na cozinha de terra batida...
no fogão, a lenha crepita deixando
fantasmas no estuque a bailar...
Cheiro de feijão gostoso no ar...
úmido e volátil sopro de pinga
a desejar espantar o frio...
Na janela torta, sem prumo,
debruçada pensativa, Laura caduca...
Seus sonhos, foram só do realejo...!!!
A musiquinha tocava... e o periquito
tirava a sorte... Ponteios até a morte...

A viola chorava no sepulcro de seu quarto,
entre garrafas, afinava as cordas
e tirava uma canção...
Cantarolando dedilhava uma prosa...
a dedicatória, era a solidão...

Voava em pensamentos a chorar
do canto triste do pássaro da noite...
ponteava a chalana flutuando
em busca de Belos Horizontes...

Jorge Augusto. Em 14/01/2011.

Um comentário:

Derek Soares Castro disse...

Venho retribuir a visita. Lindos versos caro Altruista. Um abraço.

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